03/10/09

Pântano da Morte, de Cândido de Oliveira



Um sábado recolhido a preparar uma comunicação sobre as redes clandestinas do SOE em Portugal durante a 2ª Guerra. O SOE foi o organismo que coordenou a guerra subversiva nos países ocupados. Teve também actuação em países neutrais como no nosso.
Organizadas por um advogado, oriundo da reputada firma Slaughter & May, delas fez parte uma figura lendária no desporto, chamado Cândido de Oliveira, o agente «Pax».
Descobertas devido a uma infiltração da PVDE e ao descuidado relacionamento com a Legião Portuguesa, a sua existência ia causando um grave incidente diplomático.
Salazar salvou a face à nossa mais velha aliada, apanhada em contra-mão, evitando o escândalo. Quem sofreu a parte pior foram os portugueses, internados no Tarrafal, para que o seu julgamento não fosse a demonstração pública de algo que os interesses da política queriam esconder. Nisso o sofrimento individual é sempre pequeno ante as razões de Estado.
Cândido de Oliveira escreveu um livro sobre o que viu. Chama-se Pântano da Morte. Foi editado em 1974, pelo jornal República, de Raul Rego.
 
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